Edição 124 da principal publicação de infraestrutura do Brasil Rodovias e Vias promoveu o sucesso do BrazilRAP em 2020.
Baixar uma cópia da edição aqui (em português) e consulte o artigo nas páginas 94 a 97, ou baixe a seção iRAP em inglês aqui
Tradução para o inglês:
iRAP: As Estrelas Brasileiras
Lançada no primeiro trimestre deste ano, uma parceria entre o International Road Assessment Programme (iRAPe Rodovias e Vias detalhar e divulgar o caminho inexorável a ser percorrido rumo a novos patamares de segurança rodoviária no Brasil. O país, através da já consolidada iniciativa BrazilRAP, está definitivamente avançando o cenário que está transformando o sistema rodoviário mundial para melhor, através da força de suas instituições do setor público, que avançam com sucesso em uma nova abordagem para as nossas estradas: “Salvar vidas, poupar recursos e gerar empregos”.
A iniciativa, hospedada por DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e apoiado por órgãos reguladores como ARTESP – A Agência de Transportes do Estado de São Paulo e os Departamentos de Estradas de Rodagem do Brasil já estão alinhados com a estratégia moderna que visa capitalizar a inteligência para entregar eficiência, no modal de transporte mais utilizado no país, por meio de vias mais seguras. Dentro dessas premissas, Rodovias e Vias conversa com o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, sobre o cenário atual de implementação e demais ações do programa no órgão que é referência em diversas disciplinas de rodovias nacionais, e que invariavelmente conduz processos e boas práticas em outras instituições por todo o Brasil.
“Assim que entrei para o conselho, um dos meus focos foi incorporar na DNIT essas discussões sobre o iRAP, pois percebi que esse era um tema bastante avançado na área de concessões. Como eu já tinha experiência nessa área, por meio de Liga Inglesa (Empresa de Planejamento e Logística S.A.), quando voltei para casa, achei que seria uma boa ideia propor esse conceito. Como já realizamos o trabalho de caracterização documental de nossa rede, em todos os seus 63.000 km, percebi que poderíamos acrescentar, com certa facilidade, a primeira etapa, que é o levantamento, com pequenos ajustes para se adequar à metodologia iRAP. Atualmente, já verificamos cerca de 25.000 km”.
Medidas preventivas
“A adoção metodológica permite um pós-levantamento e pós-codificação – um *snapshot* –, para que se possa ter a situação de segurança de cada segmento com uma metodologia utilizada mundialmente em mais de 100 países e em mais de 1 milhão de km de estradas. É algo inédito, pois pela primeira vez, teremos uma noção real, para estabelecer uma comparação da situação brasileira frente a outros países que também adotam a classificação. É inclusiva, algo que é inédito em termos de América Latina. E nesse contexto, é importante enfatizar que, independentes dos resultados obtidos, teremos boas condições para propor metas factíveis. Indo além, este ‘retrato’ permitirá que priorizemos a alocação mais prudente de recursos para salvar vidas.
A tecnologia nos oferece o que chamamos de contramedidas, soluções a serem implementadas de forma proativa e, é claro, de acordo com nosso plano orçamentário. São as chamadas ‘vacinas rodoviárias’, na terminologia do iRAP”. Com isso, vamos agregar inteligência a algo que antes era puramente reativo, que era a leitura do ‘mapa de calor’ que o DNIT obtinha, com base nos dados de acidentes ocorridos em várias regiões do país. Vamos aproveitar ao máximo o vacina para estradas mais seguras“.
A agenda de segurança rodoviária
“O DNIT vinha, praticamente desde a sua constituição, buscando uma forma de adicionar inteligência à maneira como suas intervenções eram conduzidas nas malhas sob sua responsabilidade, naturalmente, pela limitação de seus recursos, o que nos últimos anos se tornou mais intenso. Ao mesmo tempo, o Brasil assumiu compromissos com a ‘Primeira Década de Ação pela Segurança no Trânsito’ proposta pela ONU (2011-2020), e certamente concordará com a segundo, recentemente proposta pela iRAP e aprovada por meio da resolução A/74/L.86 na Assembleia Geral da ONU, para o período de 2021 a 2030. Com isso, tivemos várias iniciativas que demonstraram enorme potencial para salvar vidas, como o BR-Legal, que poderia ter sido ainda mais eficaz se tivesse sido implementado em conjunto com a metodologia.
A proposição desta segunda década, no entanto, chega ao DNIT em um momento muito propício, pois com a BR-Legal 2, e as melhorias que vem implementando na parte construtiva de suas rodovias, terá plenas condições, em 10 anos, de apresentar resultados dentro de uma metodologia globalmente aceita e reconhecida. Não tenho dúvidas de que isso poderá influenciar de forma ainda mais positiva nosso programa de concessões, permitindo aos investidores externos uma visão muito clara daquele ativo. Por fim, estamos alinhando o Departamento às boas práticas e a uma universalização dos conceitos de engenharia moderna.